
A Balada do Ultramar é o primeiro romance de Manuel Acácio e foi editado pela Oficina do Livro.
Manuel Acácio nasceu em Évora em 1964. Licenciado em Filosofia, é um dos fundadores da TSF-Rádio Notícias. Jornalista profissional, acompanhou de perto a situação em Timor e foi editor do programa «Fórum TSF» durante vários anos. Actualmente desempenha as funções de chefe de redacção daquela estação de rádio.
Com base na sua experiência como jornalista, escreveu Timor – Os peregrinos da liberdade e A última bala é a minha vida, também editados pela Oficina do Livro.
Li. Melhor dizendo, devorei.
Forte, real, directo,num autêntico regresso ao passado, o que o torna perturbante para quem "esteve lá". Mas acima de tudo verdadeiro.
Se os políticos soubessem ler, não os livros, mas história, talvez tivessem, mesmo que só mentalmente, um açomo de arrependimento, pela descolonização dita exemplar.
Fomos usados por Salazar, e descartados pelos revolucionários.
Este belos livro talvez chegue tarde para acordar consciências, e provocar discução de um tema que parece tabu p/ a nossa sociedade.
Se não assumirmos o passado, não saberemos viver o presente, nem programar o futuro. Isto é válido para o cidadão, e infelizmente, é o fado deste triste país.
Bem haja Manuel Acácio. E desejo e espero que seja lido por milhares de portugueses.
Li e alimentei a minha alma de retornada que foi para Angola aos quatro anos e que de lá partiu com 23 anos, trazendo consigo o marido, uma filha que vei fazer 2 anos a Portugal e grávida da segunda filha que viria a nascer em Portugal, algumas roupas e uns contos que sonhava poder trocar por moeda portuguesa, mas apenas nos trocaram 5.000$00 por adulto. Foram tempos difíceis pois haviamos perdido tudo... Mas a força de dar aos filhos uma vida idêntica à que havia tido deu-me força e coragem para lutar e integrar-me profissionalmente e socialmente.
Não posso deixar de referir que para além de termos perdido materialmente os nossos bens também os anos de serviço prestados naquela ex-colónia nos foram roubados. Lamento não haver nenhum político que abrace esta causa pois quando chegamos a Portugal e nos recensseamos foi-nos pedido dados profissionais para que mais tarde contassem para a reforma. Mais uma vez fomos enganados.
Isto tudo para dizer que o Manuel Acácio tucou bem fundo o meu coração e que os nossos políticos deveriam ler o livro e pensarem um pouco mais naqueles que tudo deram pelo engrandecimento da Pátria e das ex-colónias.
Parabéns Manuel Acácio que a vida te sorria sempre.
Uma admiradora